Quando falo em preenchimento facial, falo sobre reposicionar luz e sombra, devolver suporte onde você perdeu estrutura e hidratar a pele por dentro com segurança. No consultório, em São José dos Campos (SP), minha proposta é simples: avaliar o seu rosto em repouso e em movimento, entender o que te incomoda e construir um plano que realce seus traços sem transformar quem você é.

Dentro da minha prática de dermatologia clínica e estética, o ácido hialurônico é uma das ferramentas mais versáteis e seguras quando bem indicado. Ele permite corrigir sulcos, atenuar olheiras, definir contorno, equilibrar proporções e, em pontos específicos, melhorar qualidade de pele. Tudo isso com reversibilidade quando necessário e parâmetros personalizados para seu objetivo e fototipo.

O que é o preenchimento facial?

Preenchimento facial é um procedimento injetável que utiliza ácido hialurônico em apresentações e densidades diferentes para dar suporte, corrigir sulcos e harmonizar proporções. Não se trata de “aumentar tudo”; trata-se de estruturar o que o tempo afinou e suavizar o que sobra de sombra no espelho.

No meu consultório, cada plano começa por uma análise anatômica: pontos de sustentação, áreas de reabsorção óssea, regiões com perda de gordura superficial e profunda e a interação com a sua expressão natural. A partir disso, desenho micro-objetivos: suavizar o bigode chinês sem pesar o lábio, reduzir a marca da olheira sem “inchar”, devolver projeção discreta às maçãs do rosto sem parecer outra pessoa.

Ácido hialurônico: substância natural e biocompatível

O ácido hialurônico (AH) é uma molécula naturalmente presente na pele. Ele atrai água, contribui para hidratação e participa da matriz extracelular que dá sustentação aos tecidos. 

Nas formulações de preenchimento, o AH é reticulado em diferentes graus para entregar forças mecânicas específicas: alguns géis são mais firmes (suporte/elevação), outros mais moldáveis (acabamento/superfície), e há versões mais fluídas para skinbooster (hidratação injetável).

Gosto do AH porque ele conversa bem com o organismo e, quando eventualmente preciso, posso modular o resultado com hialuronidase, enzima que ajuda a reverter excessos ou corrigir detalhes.

Tipos de preenchimento disponíveis

Eu trabalho com famílias de géis que variam em viscosidade, coesividade e elasticidade (o famoso “G’” do produto). Em termos práticos, isso significa que:

  • Para suporte (ex.: contorno mandibular, malar), uso géis estruturantes.
  • Para sulcos (ex.: nasogeniano), escolho géis com boa integração e capacidade de distribuição sem formar volume rígido.
  • Para olheira e acabamentos finos, opto por géis macios e pouco higroscópicos (para evitar inchaço).
  • Para qualidade de pele (hidratação profunda), uso AH mais leve, aplicado como microdepósitos para melhorar viço e textura. A escolha não é aleatória; é feita a partir da sua anatomia, do seu objetivo e do plano de prioridades.

 

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Áreas que podem ser tratadas com preenchimento

Nem todo rosto precisa das mesmas áreas. Eu priorizo o que muda sua expressão e melhora a luz sobre o seu rosto, sem exagero e com naturalidade como regra.

Preenchimento labial para volume e definição

Lábios pedem cautela e proporção. Em algumas pessoas, o objetivo é hidratar e definir contorno; em outras, é repor volume perdido com a idade; e, em casos selecionados, corrigir assimetrias ou sorriso com queda dos cantos.

Eu avalio formato, altura do vermelhão, coluna do filtro, projeção do lábio superior em relação ao inferior e mordida. Prefiro trabalhar em camadas: primeira sessão para estrutura e contorno; retorno para ajustes finos ou hidratação. Resultado bonito é aquele que movimenta bem e não pesa quando você sorri.

Sulco nasogeniano e bigode chinês

O chamado “bigode chinês” dá um ar de cansaço. Nem sempre a solução é “colocar gel no sulco”. Antes, avalio perda no malar (maçã do rosto) e suporte lateral; muitas vezes, elevar discretamente a região malar alivia a sombra do sulco sem enchê-lo.

Quando preciso tocar diretamente o sulco, uso géis com boa integração, aplicados em planos seguros, respeitando a sua expressão para que o sorriso não fique “parado”.

Olheiras e área dos olhos

Olheiras podem ser estruturais (depressão/“valey tear”) ou pigmentares/vasculares. O AH é útil quando há sombra por perda de volume. Minha prioridade é não inchar: uso géis baixa higroscopia, técnica suave, microdepósitos e quantidades pequenas por sessão. Sempre avalio textura da pálpebra, flacidez, retenção hídrica e hábitos (noite mal dormida, alergias). Muitas vezes, combino cuidado de pele e fotoproteção para um resultado mais completo.

Maçãs do rosto e contorno facial

As maçãs do rosto (pontos malar/zigomático) moldam como a luz bate no terço médio da face. Repor 0,5–1,0 ml bem posicionados pode devolver projeção discreta e reduzir a sensação de “queda”.

Já no contorno mandibular, o objetivo é definição. Uso géis mais firmes em pontos de suporte, somando pequenos volumes até atingir a linha desejada — sem criar “quadro” artificial. Em alguns casos, o ajuste submentoniano (abaixo do queixo) contribui para um perfil mais organizado.

Como é realizado o preenchimento?

O procedimento é ambulatorial e eu sigo um protocolo seguro, com higiene, fotos padronizadas (quando você autoriza) e mapeamento anatômico dos pontos.

Técnica de aplicação segura e precisa

A técnica depende da área e do objetivo. Posso usar agulha para pontos de precisão ou cânula para planos mais amplos e menos trauma. Eu defino plano de aplicação (supra-periosteal, subcutâneo, intradérmico) de acordo com risco/benefício e com o tipo de gel.

Segurança é prioridade: conheço zonas de cautela (ex.: glabela é uma região que não preencho com AH) e testes de compressibilidade para checar integração. Trabalho com pequenas quantidades por ponto e massagem suave para acomodar o gel, se necessário.

Anestesia local para maior conforto

Para o seu conforto, costumo usar anestesia tópica e, em áreas específicas, anestesia local. Muitos géis já contêm lidocaína, o que ajuda a reduzir desconforto durante a aplicação. A sensação descrita é de picadas e pressão leve. Após o procedimento, oriento compressas frias se houver sensibilidade e explico o pós-imediato (o que fazer e o que evitar nas primeiras 24–48h).

Resultados e durabilidade do preenchimento

Eu sempre alinho expectativas reais. Preenchimento não é “mudar de rosto”; é devolver estrutura e suavizar sombras. E o resultado mais bonito é aquele que ninguém sabe o que você fez, só percebem que você está descansada.

Efeito imediato e natural

Você já sai do consultório vendo alguma diferença, mas peço 7–14 dias para acomodação do gel e redução de edema. Em áreas como olheira e lábios, pequenos ajustes na revisão podem fazer toda a diferença. Eu fotografo antes/depois sob a mesma luz para que você veja o ganho de forma objetiva.

Durabilidade de acordo com o tipo de ácido hialurônico

A durabilidade varia conforme área, metabolismo, estilo de vida e tipo de gel. Em média, falamos de 9 a 18 meses em pontos estruturais (malar/mandibular) e 6 a 12 meses em áreas de maior mobilidade (lábios/olheira). Skinboosters têm proposta de hidratação e pedem séries com manutenção periódica.

Eu prefiro manter resultados com pequenas revisões do que esperar “sumir tudo” para começar do zero. Assim, o rosto se mantém equilibrado ao longo do tempo.

 

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Preenchimentos realizados na clínica especializada da Dra. Eduarda Karenn — São José dos Campos (SP)

Perguntas Frequentes

Sim, quando bem indicado e realizado em ambiente clínico, com técnica correta e produtos aprovados. O AH é biocompatível e reversível com hialuronidase em situações específicas. Eu sigo protocolo de higiene, mapeamento anatômico e fotodocumentação para segurança e rastreabilidade.

Depende da área, do tipo de gel e do seu metabolismo. Em média, 6–18 meses. Pontos estruturais (malar/jawline) costumam durar mais; áreas móveis (lábios/olheira), menos. Prefiro manutenções discretas a intervalos muito longos.

Em muitos casos, sim. Posso usar hialuronidase para modular ou reverter parcialmente o AH. Eu explico o que esperar e como o processo funciona. É raro eu precisar, porque planejo e aplico pouco por sessão, mas é confortável saber que temos esse recurso.

Fica, quando respeitamos formato, proporção e movimento. Eu priorizo contorno, hidratação e equilíbrio entre lábio superior e inferior. Em alguns casos, menos é mais, e o objetivo não é “boca de outra pessoa”, é a sua boca, com definição e viço.

Podemos, desde que o plano, a dose total e o tempo de procedimento façam sentido para você. Em muitos casos, prefiro etapas: isso reduz edema, facilita ajustes finos e deixa o resultado mais preciso.

As diferenças estão na reticulação e nas propriedades reológicas (viscosidade, elasticidade, coesividade). Traduzindo: alguns géis levantam mais (suporte), outros moldam melhor (acabamento) e há os que hidratam (skinboosters). Eu seleciono duas ou três “ferramentas” para o seu plano, cada uma para um objetivo.

Com técnica correta, produto adequado e quantidades razoáveis, a chance de migração é baixa. Quando vejo sinais de acúmulo ou mal posicionamento, corrijo com massagem, tempo ou, se indicado, hialuronidase. O segredo é dose, plano e posição certos.

Você percebe mudança imediata, mas o resultado “assenta” entre 7 e 14 dias, quando edema inicial reduz e o gel integra ao tecido. Em áreas delicadas (olheira/lábios), pequenos ajustes na revisão fazem parte do processo.