4 tipos de acne: descubra como identificar o seu em 2 minutos
Postado em: 03/08/2026

Nem toda acne é igual. Enquanto algumas pessoas apresentam apenas cravos, outras desenvolvem lesões inflamadas que podem deixar manchas e cicatrizes. Identificar o tipo de acne é o primeiro passo para escolher o tratamento mais adequado para a sua pele.
Os tipos de acne são classificados de acordo com as características das lesões, principalmente pela presença de inflamação e pela profundidade do acometimento. Observar esses sinais ajuda a compreender a gravidade do quadro e a identificar quando é importante procurar um dermatologista.
Neste artigo, com base nas recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), você conhecerá os quatro tipos de acne mais comuns, aprenderá a diferenciá-los e descobrirá quando a avaliação especializada é indicada.
O que são tipos de acne e por que eles são diferentes?
A acne é uma condição que afeta o folículo pilossebáceo, estrutura da pele responsável por produzir sebo. Quando esse canal fica obstruído, ocorre aumento da produção de sebo, retenção de células da pele e proliferação da bactéria Cutibacterium acnes, favorecendo a inflamação e o surgimento das lesões.
Compreender essas diferenças é o ponto de partida para qualquer cuidado adequado. Você pode encontrar um guia completo sobre acne com mais detalhes sobre causas, diagnóstico e tratamento.
Acne não inflamatória x acne inflamatória
A divisão fundamental é entre acne não inflamatória e acne inflamatória. A primeira engloba os cravos (abertos e fechados): lesões sem vermelhidão, sem dor e com baixo risco de deixar marcas. A segunda inclui espinhas vermelhas, pústulas com pus, nódulos e cistos. Quanto maior a inflamação, maior o risco de cicatriz.
Quais são os 4 tipos de acne mais comuns?
Acne comedoniana (cravos abertos e fechados)
É o tipo mais leve. Os cravos abertos aparecem como pontos escuros visíveis na superfície da pele; os cravos fechados formam pequenas elevações brancas ou da cor da pele.
Ambos surgem com frequência na testa, no nariz e no queixo, a famosa zona T. Não provocam dor e raramente deixam cicatriz quando tratados corretamente.
Acne inflamatória (pápulas e pústulas)
Aqui entram as espinhas vermelhas e doloridas. As pápulas são lesões avermelhadas e elevadas, sem pus visível. As pústulas têm aquela pontinha branca ou amarelada característica. Esse tipo pode causar dor ao toque e, se manipulado de forma inadequada, aumenta o risco de manchas escuras e pequenas cicatrizes.
Acne nodular ou cística
É a forma de acne com maior risco de deixar cicatrizes. Os nódulos são lesões duras, dolorosas e sem pus visível. Já os cistos contêm material inflamatório e se desenvolvem em camadas mais profundas da pele.
Ambos ficam abaixo da superfície da pele, demoram mais para regredir e têm alto risco de deixar cicatrizes permanentes. Diante desse quadro, a avaliação dermatológica é indispensável.
Acne hormonal (mais comum em mulheres adultas)
A acne hormonal tem localização bastante característica: surge principalmente na mandíbula, no queixo e no pescoço. Costuma piorar nos dias que antecedem a menstruação e se repete em ciclos mensais.
É especialmente frequente em mulheres acima dos 25 anos e pode combinar lesões inflamatórias com cravos, dependendo do caso.
Quais tipos de acne podem deixar cicatriz?
De forma geral, quanto mais profunda e inflamatória for a acne, maior o risco de cicatriz. A acne nodular e cística é a principal responsável por marcas permanentes. A acne inflamatória moderada também pode deixar sequelas, especialmente quando as lesões são manipuladas.
Manchas escuras x cicatriz permanente
É importante diferenciar dois tipos de marcas. A hiperpigmentação pós-inflamatória consiste em manchas escuras que aparecem após a espinha regredir: não envolvem perda de tecido e tendem a clarear gradualmente, especialmente quando recebem tratamento adequado e proteção solar diária.
Já as cicatrizes verdadeiras envolvem alteração na estrutura da pele, seja por perda de tecido (cicatrizes atróficas) ou por excesso (queloides e cicatrizes hipertróficas), e exigem abordagem específica.
Saiba mais sobre como tratar as sequelas da acne no conteúdo sobre tratamento de cicatrizes.
Quais são as causas e fatores que influenciam os tipos de acne?
A acne raramente tem uma causa única. Os principais fatores que influenciam o tipo e a gravidade do quadro incluem:
- Hormônios: estimulam a produção de sebo, especialmente na puberdade e em fases do ciclo menstrual;
- Genética: quem tem histórico familiar de acne tende a desenvolver quadros mais intensos;
- Oleosidade da pele: peles mais oleosas têm maior tendência ao entupimento dos poros;
- Cosméticos inadequados: produtos comedogênicos podem piorar cravos e espinhas;
- Estresse: pode agravar quadros já existentes ao influenciar o equilíbrio hormonal.
Quando a acne deixa de ser comum e precisa de avaliação médica?
Nem toda acne precisa de consulta imediata, mas alguns sinais indicam que o acompanhamento profissional é necessário. Ignorar esses alertas pode resultar em cicatrizes difíceis de tratar.
Sinais de alerta que não devem ser ignorados
- Lesões profundas, dolorosas ou que não regridem em semanas;
- Aparecimento de nódulos ou cistos;
- Cicatrizes ou manchas persistentes após a melhora das espinhas;
- Falha de produtos comuns após uso consistente por mais de 8 semanas;
- Impacto emocional significativo, como ansiedade ou evitar situações sociais;
- Piora súbita sem causa aparente.
Como é feito o tratamento da acne após o diagnóstico?
Após a avaliação dermatológica, o tratamento da acne é definido de acordo com o tipo de lesão, a gravidade do quadro e as características de cada pele.
As opções incluem cuidados com a rotina de skincare, medicamentos de uso tópico ou oral, quando indicados, e procedimentos dermatológicos, como peelings e tecnologias a laser, especialmente nos casos com manchas de acne ou cicatrizes.
A automedicação pode mascarar o quadro e dificultar o controle da acne. Por isso, o acompanhamento com um dermatologista é fundamental para um plano de tratamento personalizado e seguro.
FAQ – Perguntas frequentes sobre tipos de acne
Como saber qual tipo de acne eu tenho?
A forma mais confiável é a avaliação clínica com um dermatologista. Em casa, observe se as lesões são apenas cravos (sem inflamação), espinhas vermelhas ou lesões profundas e dolorosas. Essa observação pode indicar a gravidade do quadro, mas apenas a avaliação dermatológica confirma o diagnóstico.
Acne adulta é diferente da acne na adolescência?
Sim. Na adolescência, a acne costuma ser mais difusa e relacionada ao pico hormonal da puberdade. Na fase adulta, especialmente em mulheres, tende a se concentrar na região do queixo e mandíbula, com padrão cíclico ligado ao ciclo menstrual.
Qual tipo de acne é mais grave?
A acne nodular e cística é considerada a forma mais grave. As lesões são profundas, dolorosas e têm alto potencial de deixar cicatrizes permanentes, por isso exigem acompanhamento dermatológico.
Espinha interna é considerada acne cística?
Pode ser. O que chamamos popularmente de “espinha interna” frequentemente corresponde a um nódulo ou cisto inflamatório, ou seja, uma lesão profunda sem saída visível. Não deve ser manipulada, pois o risco de cicatriz é elevado.
Quer descobrir qual é o seu tipo de acne? Conte com uma avaliação especializada
Identificar o tipo de acne é importante, mas somente uma avaliação médica permite confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado. A Dra. Eduarda Karenn, dermatologista clínica e estética em São José dos Campos, realiza um atendimento individualizado para cada paciente.
Se a acne persiste, piora ou deixa manchas e cicatrizes, agende uma consulta e receba uma orientação personalizada.
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta com um médico dermatologista.
Dra. Eduarda Karenn Ferreira Dumay
Dermatologista
Registro CRM-SP 272585 | RQE 140037